Jardim de Inverno

Lordelo, Dezembro 2012
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Como um passado presente
Um futuro recordado
Doce oscilação deixa-me saudoso
De um tempo passado

A luz que incide
Doce, leve e frágil
Um sol de Inverno
Efémero porém eterno

No meu jardim
O Inverno passa sempre
Sabor agridoce
Permanente é o seu fim

Um cheiro imperceptível
De apetecível mudança
Sorriso esboçado de esperança
Olhar no céu, postura curvada
Enraizada e mal-amada

No meu jardim de Inverno
Nada é meu
Apenas o sentimento terno